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Docente do Ifac terá pesquisa sobre jogos didáticos no ensino de química publicada em livro
O docente do Instituto Federal do Acre (Ifac), Marcelo Ramon da Silva Nunes teve um estudo sobre jogos didáticos no ensino de química selecionado para o livro “Educação no século XXI”, que está sendo organizado pela Editora Poisson e que será publicado entre os meses de fevereiro e março de 2018. A coletânea terá um capítulo com o artigo sobre projeto desenvolvido no campus Cruzeiro do Sul, com alunos do 3º ano do curso técnico integrado, em 2015, intitulado “Jogos didáticos: o ensino de química à luz das teorias da aprendizagem”.
O trabalho foi selecionado após apresentação no XI Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências (XI ENPEC), realizado em Florianópolis-SC, em 2017. Na ocasião, o docente expôs parte dos resultados de sua pesquisa de mestrado profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), ofertado pela Universidade Federal do Acre (Ufac).
Além do professor Marcelo Nunes, o artigo tem coautoria da professora Cristhiane de Souza Ferreira (Ifac) e de Marcela Patrícia da Silva Nunes, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). O artigo pode ser encontrado nos Anais do XI ENPEC.
Sobre o projeto
O projeto propôs o uso do jogo de tabuleiro no processo de ensino-aprendizagem de química orgânica. De acordo com o docente, “No ensino médio, a disciplina de química é vista pelos discentes como uma das mais difíceis e menos atrativas. O jogo pedagógico é uma ferramenta para os docentes em busca de alternativas para despertar o interesse pela aprendizagem. Assim, o objetivo deste trabalho foi produzir, aplicar, avaliar aceitação e a contribuição do jogo ‘Trilha Orgânica’ na aprendizagem dos alunos”, explicou.
Batizado de “Trilha orgânica”, o jogo foi idealizado e elaborado pelos próprios alunos participantes do Programa de Iniciação Científica Júnior, gerenciado pelo Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado do Acre (Fapac).
A partir do projeto, os professores envolvidos puderam constatar a eficácia do jogo no ensino de química, já que os estudantes tiveram seus conhecimentos testados após aula expositiva e, novamente, após a aplicação do jogo. “Observamos que o jogo contribuiu de maneira expressiva para a aprendizagem dos discentes através da assimilação e acomodação dos conteúdos. Além disso, o jogo possibilitou a autonomia dos alunos para sua elaboração, aplicação e avaliação entre eles mesmos”, concluiu o docente.
(Com informações do campus Sena Madureira)
