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Campus Xapuri
Papéis de gênero é tema de roda de conversa na biblioteca do campus Xapuri
“Vejo a biblioteca como um espaço de saber, de discussão e de reflexão. Ela não precisa ser um receptáculo silencioso de saber sempre, ela precisa de voz também”, afirma o bibliotecário do Instituto Federal do Acre (Ifac) campus Xapuri, Luiz Felipe Pereira Nunes. Ele coordena o projeto Discutindo papéis de gênero na biblioteca, que realizou sua primeira roda de conversa no dia 26 de abril com a participação da turma do 1º ano B, do curso técnico integrado.
O objetivo da roda de conversa foi proporcionar aos estudantes uma reflexão quanto aos papéis de gênero dentro do ambiente das profissões. A proposta foi levantar questionamentos e esclarecer dúvidas quanto aos papéis de gênero designados socialmente. O que é coisa de menino? O que é coisa de menina?
Segundo o coordenador, além de reafirmar o papel da Biblioteconomia Social, o tema foi escolhido para que os estudantes compreendam a realidade do mercado de trabalho e comecem a questionar o sistema em que vivemos. A atividade proporcionou que os estudantes compartilhassem suas expectativas como profissionais e refletissem sobre suas possibilidades tal como os preconceitos que existem no mercado de trabalho.
“A turma foi bastante participativa. Os estudantes relembraram seus estudos nas eletivas de História e Sociologia e puderam argumentar quanto aos preconceitos sofridos dentro do mercado de trabalho e na desigualdade salarial que atinge as mulheres”, destacou o coordenador, Luiz Felipe.
Ele reforça que “A biblioteca deve ser um espaço de vozes pensantes que possam utilizar do conhecimento que existe nela para refletir e questionar os modelos, os autores, pois só assim conseguiremos progredir tanto no social quanto no científico”
O projeto tem a participação da equipe da biblioteca formada pelos servidores Edina Silva, Kácio D´Angelys e Catarina Pinto de Assiz. E também tem apoio dos professores Tiago Nascimento da Costa (História) e Adão Araújo Galo (Sociologia).
De acordo com o bibliotecário, o projeto deve alcançar também os estudantes dos cursos superiores com outras rodas de conversa.
