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Campus Xapuri
Projeto Sabão Ecológico promove educação ambiental em Xapuri
O Instituto Federal do Acre (Ifac) campus Xapuri iniciou no mês de maio a divulgação de uma campanha para arrecadar óleo de cozinha usado para a fabricação de sabão. A iniciativa faz parte do projeto Sabão Ecológico, aprovado em edital da Pró-Reitoria de Extensão, e que aposta no reaproveitamento do óleo vegetal para a preservação do meio ambiente e a geração de renda.
“Sempre ofertávamos oficina de produção de sabão durante as semanas acadêmicas no campus. Com o tempo, percebemos que a fabricação de sabão caseiro, nas colônias, é comum. Mas de uma maneira geral, nos restaurantes e lanchonetes, o óleo de cozinha usado acaba indo diretamente para a rede de esgoto”, explicou a coordenadora do projeto, Iusseny do Nascimento Vieira, docente na área de Química.
Descartado de maneira inadequada, como no ralo da pia ou diretamente em rios ou igarapés, o óleo causa poluição já que um litro de óleo pode contaminar até 20 mil litros de água.
Pensando nisso, surgiu a ideia de criar um ponto de coleta de óleo vegetal no Ifac com o objetivo de minimizar os impactos no meio ambiente e promover educação ambiental com a oferta de oficinas de produção de sabão. Como um incentivo para a comunidade juntar e levar o óleo usado, a cada dois litros de óleo a pessoa ganha uma barra de sabão.
De acordo com a professora Iusseny, o projeto teve início ainda em 2017, com o planejamento das ações, criação da identidade visual pelo designer Iuciran Vieira, impressão do material gráfico e início dos testes das formulações do sabão. “Agora estamos divulgando o campus Xapuri como ponto de coleta do óleo usado e estamos visitando escolas e associações para divulgar as oficinas de produção de sabão para a comunidade”, compartilhou.
Educação ambiental
Além de arrecadar o óleo que seria descartado, outra ação do projeto é a oferta de oficinas de fabricação de sabão visando capacitar as pessoas e promover a educação ambiental, contribuindo para a mudança de práticas quanto ao descarte do óleo de cozinha e estimular a conscientização ecológica com atitudes que visam o desenvolvimento sustentável.
Dessa forma, está prevista a realização de diversas oficinas de fabricação de sabão no Ifac campus Xapuri, nas escolas do município, associações e em comunidades rurais, conforme a demanda. A estimativa é atender grupos de até 30 pessoas por oficina, realizando encontros semanais. Com isso, o projeto prevê o alcance de 480 participantes ao final do projeto que terá duração de quatro meses. A expectativa é proporcionar uma nova alternativa de emprego e renda para a comunidade que poderá comercializar o sabão artesanal.
Ao longo das oficinas, serão ensinadas aos participantes diversas receitas de sabão, mostrando-lhes os prejuízos causados ao meio ambiente com o descarte inadequado do óleo de cozinha, e como o reaproveitamento desse resíduo para a produção do sabão pode gerar renda e melhorar a qualidade de vida.
Integração
Além da coordenadora, professora Iusseny Vieira, o projeto Sabão Ecológico é integrado pelos professores Najara Pantoja, Emerson Zambrano Lara e Uiara Mendes de Pinho (Química), Marcel Alexandre da Silva Souza (Tecnologia em Alimentos) e pela técnica, Eliana Pereira. Também integram o projeto, discentes do curso de Licenciatura em Química e do curso técnico de Biotecnologia Eliarda Nunes Cunha, Aline Leonardo Xavier, Andrea Mirna Cavalcante, Meline Isabele Pardo, Lucas Sales, Iris do Nascimento, Yeda Alves, Maiza Silva Pinheiro e Harad Onorato.
Para a professora Najara Vidal Pantoja o envolvimento e a integração dos estudantes de diferentes cursos no projeto é importante já que pode ser um incentivo para os alunos do ensino médio almejarem o curso superior. “Achamos interessante reunir alunos do curso técnico e do superior porque baseado na experiência dos alunos de Licenciatura a gente quer motivar os do integrado a seguir na verticalização. O aluno do integrado entende que ele pode terminar o curso de nível médio, e fazer Química em Xapuri, e ainda participar desses projetos”, garantiu.

A coordenadora do projeto Sabão Ecológico falou da perspectiva de trabalhar com outros tipos de resíduos como da casca de mandioca e borra de café. “Futuramente, temos a ideia de criar uma empresa e desenvolver novos produtos, aproveitando os resíduos como de mandioca e de café, com os quais já estamos fazendo testes. Vamos dar uma destinação final para esses resíduos que muitas vezes não são aproveitados, apenas descartados no meio ambiente”, afirmou.

