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Qualidade dos trabalhos é o foco da avaliação da VI Feira Nacional de Matemática

publicado: 23/05/2018 12h31, última modificação: 11/03/2026 10h19
Participantes do minicurso realizado pela coordenação do evento conhecem processo formativo da avaliação e da importância do aluno no evento
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Durante os dias 21 e 22 de maio, docentes e orientadores de trabalhos que atuarão como avaliadores da VI Feira Nacional de Matemática (FNMAT), participaram de minicurso oferecido pela coordenação do evento. As atividades da FNMAT, que começam nesta quarta-feira (23.05), estão sendo realizadas pela primeira vez na região Norte.

O minicurso teve a mediação das docentes Fátima Peres Zago de Oliveira e Araceli Gonçalves, do Instituto Federal Catarinense (IFC), e que também são membros da Comissão Permanente das Feiras de Matemática. “O processo de avaliação dos trabalhos deve levar em consideração o papel dos alunos, seja da educação infantil ou de qualquer outro nível de ensino, como protagonista da Feira”, destaca Fátima Zago de Oliveira.

“O profissional precisa entender que a avaliação é um processo formativo para ele, para o estudante e para o orientador. Se é um processo formativo, as interferências nos processos de avaliação têm que ser cuidadosas, com muito respeito ao estudante e buscando motivá-lo a continuar tendo vontade de aprender Matemática durante a vida dele”, lembra a docente.

O processo formativo é fundamental, lembra Fátima Zago de Oliveira, porque o estudante motivado relata para o seu orientador as interferências do avaliador que teve esse cuidado. “Esse mesmo incentivo terá o orientador, seja professor da Educação Básica ou de outro nível de ensino, que voltará para a sua escola mais motivado para continuar a aprendizagem matemática na sala de aula”.

O papel do avaliador é igual ao do professor em sala de aula, quando efetua a avaliação, destaca Fátima Zago. “A avaliação é um processo de autoavaliação do professor, no nosso caso do evento, da aprendizagem dos estudantes do que está acontecendo nas escolas, mas também é um processo de motivação, do desejo de aprender mais matemática”.

Questão ética na avaliação

A coordenadora da Comissão de Avaliação, professora Janaína Poffo, da Universidade Regional de Blumenau, que está acompanhando os trabalhos em Rio Branco, juntamente com a professora Viviane Clotilde, diz que existe uma preocupação com a ética, na avaliação dos trabalhos. “Tem todo um processo ético quando a coordenação realiza os grupos de avaliação, no sentido de que esta possa contribuir na formação do professor, pois além de orientador ele também é avaliador dos trabalhos apresentados na feira”.

A ideia, segundo a docente, é que a avaliação contribua para a formação dos professores, para que ele tenha o olhar da avaliação qualitativa dos trabalhos, rompendo a concepção de avaliação que o professor tem tradicionalmente nas aulas de Matemática, em que simplesmente pontua e atribui uma nota. “Nas feiras temos critérios específicos de qualidade científica, relevância social, que visam contribuir para a melhoria e continuidade desses trabalhos”.

No mesmo sentido a docente Viviane Clotilde enfatiza que o objetivo das Feiras de Matemática não é classificar os trabalhos em melhor ou pior, mas avaliar os trabalhos que possam trazer melhoria ao ensino da Matemática. “Este também é o objetivo da avaliação: é uma avaliação qualitativa que vem para contribuir com o trabalho do professor, trazer um outro olhar sobre esse trabalho, fazendo com que o professor tenha a possibilidade de continuar com ele após a feira. Que o trabalho termine no evento, mas que ele tenha avanços e que possa contribuir e continuar em outra área”.