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Campus Rio Branco
Ifac campus Rio Branco realizará palestra "Falando sobre Autismo"
O Instituto Federal do Acre (Ifac) realizará palestras e mesa redonda sobre atenção à pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no dia 03 de abril, a partir das 19h00, no auditório do campus Rio Branco. A atividade é uma iniciativa do coordenador do projeto, Douglas Henrique Canizo Dantas com a Coordenação do Curso Superior de Tecnologia em Processos Escolares em alusão ao Dia Mundial da Conscientização do Autismo, em 02 de abril. A atividade é aberta à comunidade, sendo possível realizar inscrição antecipada enviando e-mail para falandosobreautismo.ifac@gmail.com com nome completo, RG, CPF, endereço e profissão.
O objetivo do evento é apresentar maneiras práticas, simples e respeitosas de trabalhar com alunos que sejam diagnosticados com o Transtorno do Espectro Autista. A proposta é, também, combater o preconceito em torno do tema e mostrar a importância do acompanhamento profissional ao autista.
A programação terá palestras e mesa redonda com participação do presidente da Associação Família Azul do Acre (Afac), Abrahão Púpio, da professora Kátia Moreira, especialista em Psicopedagogia, e da fonoaudióloga Joceline Almeida, que tem experiência em atendimento de pessoas com TEA.
Segundo o coordenador do projeto, Douglas Dantas, “Os cuidados e as demandas necessárias ao cotidiano que a família e a instituição de ensino precisam ter na preservação do menor com o espectro autista, serão apresentados e debatidos por profissionais com formação capaz de conduzir tal debate de maneira equilibrada, não paternalista, sóbria e com muita habilidade sensitiva para abordar um assunto tão delicado”, garantiu.
Um dos públicos-alvo do evento são os acadêmicos do 6º período do curso de Tecnologia em Processos Escolares, os quais poderão se deparar diretamente com a realidade de trabalhar com pessoas com TEA nos ambientes de ensino.
Para o professor Douglas Dantas: “É importante promover o envolvimento dos mais diversos profissionais da educação já que, em sua maioria, os sistemas de ensino têm trabalhado a inclusão com algumas medidas que são paliativas e facilitadoras, mas que não resolvem de maneira eficaz e eficiente o desafio da inclusão do aluno com TEA. Para que haja a inclusão de fato, é necessário qualificar os profissionais que estarão presentes no cotidiano escolar do aluno, e não só o professor ou o facilitador que acompanha a criança. Inclusão implica em medidas que reestruturem o ensino e as práticas escolares, então não é o aluno que deve se adaptar à escola, mas a escola deve se readaptar para recebê-lo e, junto à família, compreender e lidar com as especificidades do Transtorno do Espectro Autista”, concluiu.