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Campus Rio Branco

Aplicativo de alunos do Ifac é finalista em edital de aceleração de projetos e ideias inovadoras

publicado: 14/09/2018 08h35, última modificação: 24/02/2026 16h38
Aplicativo apresentado por alunos do curso Superior de Tecnologia em Sistemas para Internet no edital do Sebrae Lab Ufac vai contribuir com a qualidade do ensino
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O aplicativo proposto pela equipe Startup Sobrevivente de Malware, formada por alunos do 2º período do curso Superior de Tecnologia em Sistemas para Internet do Instituto Federal do Acre (Ifac), campus Rio Branco, foi selecionado entre os 16 projetos para aplicação de metodologias ágeis e de educação empreendedora.

A seleção foi realizada através do Edital de Chamada Pública nº 001/2018 para empresas inovadoras e startups através do Projeto Sebrae Lab Ufac, desenvolvido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Universidade Federal do Acre (Ufac), com o propósito de incentivar a criação e o desenvolvimento de empreendimentos inovadores no Estado do Acre.

Após a seleção, a equipe vai participar das três fases do modelo de pré-aceleração do Sebrae Lab Ufac, que inclui a Formação Contínua, a Prototipação Coletiva e a Prototipação Individual. Apenas na segunda fase, Prototipação Coletiva, serão utilizados critérios para gerar uma pontuação que, ao final de sua duração, selecionará oito equipes para a terceira fase, a Prototipação Individual. 

Segundo a equipe SDM, que apresentou a ideia, o aplicativo tem uma proposta inovadora e contextualizada às necessidades das instituições educacionais, aliando tecnologia ao processo educativo dos cursos de graduação. A equipe, formada pelos alunos Jonathas Ferreira da Silva, Lucas Henrique Alvarez Loriato, Beatriz Ressel, Douglas Pereira Brilhante e Bruno Freitas de Lima, recebeu o apoio do docente Victor Antunes Vieira, para participar da seleção. 

Assista ao vídeo de apresentação do projeto da equipe SDM

Aplicativo

Com o sugestivo nome de IAP, sigla para Interação Aluno Professor, o aplicativo quando desenvolvido vai possibilitar aos estudantes realizar a avaliação do processo de ensino-aprendizagem ao fim de cada aula, oportunizando aos professores, coordenações de curso e coordenações pedagógicas a revisão da prática pedagógica a partir da realidade vivenciada em sala de aula.

Jonathas Ferreira, líder do projeto, diz que o aplicativo proposto além da agilidade no tempo-resposta - com avaliações ao fim das aulas -, favorece a acessibilidade com a utilização a partir do celular, garantindo a participação dos estudantes, inserindo-os no processo de ensino não apenas como expectadores, mas como atores estratégicos para a construção do próprio conhecimento.  “Com o aplicativo, o feedback viria de forma interativa”, destaca.

Segundo Jonathas Ferreira, os sistemas acadêmicos atuais possibilitam a avaliação do curso e do professor, mas limitam-se ao fim do processo, quando não é mais possível replanejar o semestre, contribuindo para os altos índices de evasão e abandono de cursos, conforme dados do Ministério de Educação. “Vale ressaltar ainda que o aplicativo proposto contempla requisitos estratégicos para a gestão do ensino, pois os resultados obtidos poderão subsidiar decisões que favoreçam a recondução de políticas no âmbito do ensino, da pesquisa e da extensão”.

Ele destaca que a proposta representa um importante passo para a melhoria do processo educacional, com possibilidades reais de aplicação em todos os níveis da Educação, que é um dos setores em franca expansão no mercado, associando inovação e competividade à sua finalidade social. “Não o bastante, o cuidado com as informações e o sigilo da identidade dos estudantes conferem maior credibilidade dos resultados, pois asseguram ao estudante a proteção necessária para uma avaliação sem censuras”.

O próximo passo da equipe, após a aprovação no edital é incubar a ideia na Incubadora de Empreendimentos de Base Tecnológica e da Economia dos Setores Populares e Tradicionais do Acre (Incubac), mantida pelo Ifac. “Vamos continuar contando com o apoio do Ifac, desta vez com a incubadora, em busca de apoio financeiro, para que nossa ideia siga firme para melhorar a educação de forma criativa e prática”.

Apoio

O coordenador do curso Superior de Tecnologia em Sistemas para Internet, Diego Canizio Lopes, lembra que para participar do edital a equipe deveria dar as características do seu produto acompanhado com uma pesquisa básica de mercado, como concorrentes, diferenciais, etc. “Além destes dados, a equipe deveria incluir um pequeno vídeo com a apresentação do projeto. O grupo é formado exclusivamente por alunos do 2º período do Curso de Sistemas para Internet e conta com o apoio do professor Victor Vieira”. 

Segundo o coordenador, a equipe receberá capacitação oriunda de mentores selecionados pelo Sebrae e durante o período de mentoria aprenderão conceitos de mercado e desenvolverão o produto, que neste momento está em uma fase de protótipo. “O Sebrae espera, ao longo do treinamento, filtrar as melhores ideias e conseguir, ao finalizar o ciclo, que estes projetos estejam sendo comercializados e rendendo aos seus idealizadores”.

O professor Victor Vieira, do curso de Sistemas para Internet, diz que a ideia de participar do edital partiu dos alunos, estimulados pelo coordenador do curso, Diego Canizio, e empolgados com a oportunidade de montar uma equipe para empreender. “Eles já vieram com a ideia pronta, com alguns protótipos de telas e uma boa justificativa”.

A participação dele foi contribuir na parte dos textos, tanto do vídeo quanto do projeto que deveria ser apresentado como requisito do edital. Para o professor, é fundamental a participação dos alunos nesse tipo de atividade. “Eles percebem que conseguem aplicar o que aprendem em sala de aula na prática e recebem um complemento à formação relacionado ao mercado de trabalho num modelo dos mais atuais e que é tendência hoje, o de Startups”.