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Campus Rio Branco

Neabi promove mesa redonda sobre ditadura e educação no campus Rio Branco

publicado: 04/04/2019 10h07, última modificação: 27/01/2026 16h08
Atividade foi realizada na terça-feira, 2, no auditório da unidade. Alunos do integrado e de Licenciatura em Matemática participaram
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O Instituto Federal do Acre (Ifac) campus Rio Branco realizou uma mesa redonda com o tema “Ditadura e Educação” na ultima terça-feira (2.04). A atividade foi promovida pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiro e Indígena (Neabi) em parceria com o Sindicato Nacional dos Servidores Federais - Sinasefe Seção Rio Branco. Alunos dos cursos técnicos integrados ao ensino médio e de Licenciatura em Matemática participaram do debate.

A mesa redonda foi composta pela coordenadora do Neabi no campus, Alcilene Alves, pelo coordenador do Sinasefe Seção Rio Branco, João Cabral, o presidente da Associação Nacional de História (Anpuh) e coordenador do curso de História da Universidade Federal do Acre (Ufac), Sergio Roberto de Souza, MBA em Direito Público, Felismar Moreira e pelo professor pedagogia mestre Hildo Cezar Montezuma.

Os componentes da mesa abordaram a participação das forças armadas ao longo da história política no país, desde a proclamação da república até a atualidade. Também se falou muito sobre a conjuntura política atual com a negação da ditadura e do golpe militar de 1964, as chamadas fake News, notícias falsas e como a educação foi afetada durante o regime militar.

A mesa redonda contou, ainda, com um relato do ex-padre e fundador do Instituto Ecumênico Fé e Política, Manoel Pacífico, que falou sobre denúncias recebidas pela igreja sobre perseguição sofrida por estudantes do município de Brasileia na época da ditadura.

Segundo a coordenadora do Neabi, Alcilene Alves, o debate sobre a ditadura militar de 1964 é necessário considerando o contexto atual de revisão da história. “O ambiente escolar é próprio para que seja feito esse debate de maneira que os estudantes possam refletir sobre as consequências desse período da história do nosso país até os dias atuais”, compartilhou.

De acordo com os organizadores da mesa redonda, foi dado espaço ao contraditório, no entanto ninguém quis fazer a defesa da ditadura.

Após as falas, o debate foi aberto e os estudantes questionaram sobre a reforma da previdência e conjuntura atual.

Com informações do campus Rio Branco