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Campus Rio Branco

Estudantes participam de curso de extensão sobre hepatite

publicado: 27/06/2019 09h01, última modificação: 03/02/2026 17h20
Objetivo foi discutir o papel do meio ambiente no contágio e transmissão das hepatites virais buscando a reflexão crítica do espaço e a prevenção dessas doenças
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Alunos do 2º e 3º ano do curso de Informática para a Internet do Instituto Federal do Acre (Ifac) participaram de um curso de extensão intitulado “Nós propomos: as hepatites virais e o meio ambiente”. O curso contou com uma programação de atividades em sala de aula, passeio de barco no rio Acre e visita ao centro da capital nos dias 08, 20 e 22 de maio. A atividade teve o apoio do Corpo de Bombeiros do Estado do Acre.

O objetivo do curso é discutir o papel do meio ambiente no contágio e transmissão das hepatites virais buscando a reflexão crítica do espaço e a prevenção dessas doenças. O projeto é coordenado pelo professor Cleilton de Farias com participação da professora Pollyana Furtado e da discente Maria Liberdade do Nascimento.

O curso teve início no dia 8 de maio, com a exposição dialogada do conteúdo da oficina e várias atividades individuais e coletivas. No dia 20, ocorreu a aula de campo quando as turmas fizeram o trajeto de barco do rio Acre saindo do porto do bairro Base e percorrendo as imediações do centro da cidade de Rio Branco. O objetivo dessa atividade foi, em princípio, fazer com que os estudantes compreendessem a relação dos moradores com o rio e os impactos da poluição na saúde devido à propagação de doenças de veiculação hídrica. Outro objetivo foi observar as características socioeconômicas da população ribeirinha e a possível vulnerabilidade diante das doenças sexualmente transmissíveis.

 

A avaliação da oficina ocorreu no dia 22 de maio com uma atividade de resolução de estudo de caso pelos participantes divididos em grupos. Os alunos puderam trabalhar em estudos de caso contendo problemas reais e, com isso, conduzi-los a aprendizagem significativa e o desenvolvimento de várias habilidades próprias utilizando a metodologia da aprendizagem baseada em problemas – ABP.

De acordo com o coordenador do curso, professor Cleilton de Farias, “o projeto proporcionou aos participantes um ambiente de aprendizagem ativa em torno das hepatites virais que são doenças que atingem um público alvo relacionado com os mesmos. As atividades realizadas incentivaram o pensamento crítico e a resolução do estudo de caso mostrou que a experiência possibilitou a reflexão crítica em torno dessas doenças, condição fundamental para a prevenção.”

Os estudantes avaliaram positivamente a atividade. Segundo a aluna do 2º ano, Clara da Silva, “A oficina foi muito proveitosa pelo fato de não focarmos somente em dados e estatística pois na aula de campo – um passeio de barco pelo rio Acre – pudemos enxergar a situação do meio em que vivemos e relacionar com as doenças estudadas”. A opinião da aluna do 3º ano, Camyla Rezende, não foi diferente: “A oficina foi uma experiência que eu não estava esperando, mas que eu me joguei de cara. E foi muito legal, todo o processo. Deu de se divertir e ao mesmo tempo aprender. Essas experiências são fundamentais para que a gente se torne mais consciente, e assim, ajude nossa sociedade”.

O projeto do professor Cleilton de Farias é um dos resultados da tese de doutorado de sua autoria intitulada “Os territórios das hepatites virais no Brasil: subsídios para o ensino da Geografia da Saúde por meio da Aprendizagem Baseada em Problemas”, defendida em março de 2018. O docente realizou o doutorado no Instituto Oswaldo Cruz da Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ, a partir da parceria com o Ifac. Além disso, o projeto da oficina foi fruto de cooperação com o projeto “Nós-Propomos” da Universidade de Lisboa – UL de Portugal.

Com informações do campus Rio Branco