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Ifac tem previsão de corte de R$ 3,8 milhões no orçamento de 2021

publicado: 19/08/2020 10h22, última modificação: 25/03/2026 12h55
Os valores reduzidos fazem parte da Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) apresentada pelo Ministério da Educação (MEC) e encaminhada ao Congresso Nacional
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- Foto: Manassés de Oliveira Carvalho

O Instituto Federal do Acre (Ifac) vem a público informar toda a comunidade sobre a possível redução de recursos para o ano de 2021. Os dados, que fazem parte da Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA), elaborada pelo Ministério da Educação (MEC), estimam 18,2% a menos no orçamento destinado para o próximo ano, o que representa um corte de R$ 3,8 milhões.

De acordo com o pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento Institucional (Prodin), Ubiracy Dantas, o Ifac contou com orçamento de R$ 15,5 milhões, que foram destinados para o ano de 2020. Porém, caso a proposta prevista para 2021 seja aprovada junto ao Congresso Nacional, o Instituto Federal do Acre (Ifac) contará com apenas R$ 12,7 milhões para o pagamento de despesas administrativas.

Ou seja, caso a PLOA 2021 seja aprovada pela Câmara e Senado Federal, a instituição terá um orçamento semelhante ao do ano de 2013. É o que apresenta a reitora do Ifac, Rosana Cavalcante dos Santos.

“O fato é que no ano de 2013, a nossa instituição contava com cerca de dois mil estudantes e apenas três campi com sedes próprias. Hoje, a realidade do Ifac é outra. Temos aproximadamente seis mil alunos e seis unidades próprias em todo o Estado. Se somarmos todos os cortes que Ifac vem sofrendo nos últimos anos, chegamos a marca de 50% a menos de recursos financeiros”, explicou Rosana Cavalcante dos Santos.  

Ainda de acordo com a reitora do Ifac, a instituição chega a um momento em que não é possível realizar mais reduções em suas atividades e despesas diárias. “Essa redução interfere em todo nosso dia a dia, como por exemplo, no pagamento de contas de luz, água, limpeza, segurança. Tudo isso, que já vem sendo reduzido todos os anos, pode mais uma vez precisar de restrições. Porém, chegamos a uma fase em que não temos mais o que cortar. Serão 3,8 milhões a menos em 2021 e isso é muito preocupante”.

Rosana Cavalcante dos Santos ainda destaca que a redução no orçamento para 2021 pode prejudicar o possível retorno das atividades presenciais de servidores e estudantes. Segundo a reitora do Ifac, com a necessidade de implementação dos protocolos de biossegurança, devido à pandemia pelo novo coronavírus (Covid-19), é imprescindível que o Ifac tenha recursos para realizar investimentos em todas as suas unidades.

“2021 será um ano em que os investimentos serão mais do que necessários. Eles vão fazer parte da saúde dos nossos servidores e estudantes. Com a pandemia do novo coronavírus, é imprescindível que a nossa instituição tenha recursos para fazer as adequações previstas nos protocolos de biossegurança. Se antes já não tínhamos recursos para ações como essas, com a diminuição no orçamento isso ficará ainda mais difícil”, destacou Rosana Cavalcante dos Santos.

Além do Ifac, os demais 40 Institutos Federais, Cefets e o Colégio Pedro II também sofrerão reduções orçamentárias, caso a PLOA 2021 seja aprovada. Devido à situação, Rosana Cavalcante dos Santos, juntamente com o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal (Conif), do qual é vice-presidente de Relações Parlamentares, participa de audiência com integrantes das Frentes Parlamentares pela Educação, nesta quarta-feira (19.08), e no dia 21 de agosto se reúne com o ministro da Educação, Milton Ribeiro.

A reitora Rosana Cavalcante reafirmou o compromisso de buscar o apoio do parlamento e da sociedade, neste momento de discussão da PLOA. "Estamos nos mobilizando pela recomposição do nosso orçamento e, para isto, contamos com o apoio do Congresso Nacional e da sociedade".