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Campus Tarauacá

Campus Tarauacá realiza 1ª Jornada Acadêmica de Valorização da Negritude

publicado: 23/12/2025 16h55, última modificação: 25/12/2025 12h14
Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) do Campus homenageou o Dia de Zumbi e da Consciência Negra
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O Instituto Federal do Acre (Ifac), através do campus tarauacá, ralizou a 1ª Jornada Acadêmica de Valorização da Negritude (Javan), entre os dias 10 e 14 de novembro de 2025. A jornada foi um convite à reflexão profunda e à ação prática, posicionando o campus como um polo de resistência e de celebração da cultura e da história afro-brasileira, em alusão ao dia 20 de novembro em que é comemorado o dia nacional de Zumbi dos Palmares e da Consciência Negra.

Segundo o organizador do evento, prof. Tayson Ribeiro Teles, o intuito do evento foi refletir sobre o racismo estrutural no Brasil e suas consequências. "Além disso, o evento teve como objetivo ecoar a internalização do conceito de Negritude não apenas como uma identidade racial, mas como uma ‘Atitude. A atitude de Ser Negro! Uma postura ativa de ser Negro, se reconhecer como tal, de ter orgulho inegociável de sua ancestralidade, de sua beleza, de sua resistência e de sua contribuição para a formação da nação brasileira".

O docente ainda destacou que o evento ainda celebrou a Negritude. "Celebrar a Negritude é reafirmar o valor intrínseco de cada indivíduo negro e lutar contra qualquer tentativa de apagamento ou subalternização da população negra”, destaca.

Para o estudante Antonio Jairo Lima da Silva, acadêmico do curso superior de Tecnologia em Gestão do Agronegócio, bolsista no Projeto de Educação Antirracista 2025 do campus a situação dos negros no Brasil ainda é marcada por profundas disparidades socioeconômicas, educacionais e de acesso a direitos. "Essa realidade é sentida de forma específica em contextos regionais cruciais. Na Amazônia, a invisibilidade da população negra, muitas vezes apagada por outras pautas, é um desafio”.

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A atividade ofereceu uma programação diversificada, incluindo palestras, mesas-redondas, rodas de conversa, cinema, oficinas, teatros, exposições e apresentações culturais, danças, poemas, músicas, maquetes e vídeos, todas atividades voltadas para o aprofundamento do conhecimento e a celebração da herança africana.

Além de atividades com membros da comunidade interna do campus, houve uma palestra remota com a profa. Flávia Rodrigues Lima da Rocha, do NEABI da Ufac/Campus Rio Branco, uma palestra remota/virtual sobre a história do Samba, com o prof. Antônio César Lins Rodrigues, do IFSP, e uma palestra remota sobre a Olimpíada Brasileira de Relações Étnico-Raciais, Afro-Brasileiras, Africanas e Indígenas (OBERERI), com a profa. Nadya Analy Araújo Silva (SEDUC-Praia Grande/SP).

Dia 12 de novembro, a presidenta da Comissão de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Seccional Acre), Advogada Mary Barbosa Eusébio, ministrou, de forma presencial, uma palestra sobre a atuação da OAB no antirracismo no Acre. Houve, ainda, apresentações culturais dos Grupos locais de Capoeira “Acre Brasil” e “Senzala”.

(Caru Rabelo, sob orientação de Evaldo Preira Ribeiro, com informações e fotos de Tayson Ribeiro Teles)