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EXTENSÃO

Inclusão Digital transforma vidas de alunas do Programa Mulheres Mil na Cidade do Povo

publicado: 31/10/2025 16h57, última modificação: 05/11/2025 21h12
Disciplina de Inclusão Digital no curso de Microempreendedor Individual ofertado pelo Ifac promove autonomia, geração de renda e empoderamento feminino entre moradoras da Cidade do Povo, em Rio Branco
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A disciplina de Inclusão Digital e Informática Básica, do Programa Mulheres Mil do Instituto Federal do Acre (IFAC), ofertado através da Pró-reitoria de Extensão (Proex) tem se mostrado uma poderosa ferramenta de transformação social. Realizada na Escola Frei Heitor, no bairro Cidade do Povo, a formação integra o curso de Microempreendedora Individual (MEI) e tem contribuído para o empoderamento e a autonomia de mulheres em situação de vulnerabilidade.

O Programa Mulheres Mil é uma política pública voltada à inclusão social e econômica de mulheres em situação de vulnerabilidade, oferecendo formação profissional, elevação de escolaridade e fortalecimento da cidadania. Em Rio Branco, a disciplina de Inclusão Digital tem se consolidado como um exemplo concreto de como a educação pode mudar realidades.

O responsável pela disciplina, professor Valdenir Cardoso Gomes de Melo Junior, é graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e mestre em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT).

  

Educação como ferramenta de transformação - Ele destaca que o aprendizado vai muito além do domínio técnico. “A inclusão digital e a informática básica não são apenas sobre ensinar a usar um computador ou celular, mas uma questão estratégica que promove a igualdade de gênero, combate a desigualdade social e assegura que essas mulheres possam participar de forma plena, crítica e consciente na sociedade e na economia digital”, afirmou o professor.

Segundo Valdenir, o curso possibilita que as participantes desenvolvam habilidades essenciais para o uso de serviços públicos digitais, como saúde, educação e programas sociais, além de favorecer o acesso à informação e oportunidades de emprego. “O Mestrado pelo ProfEPT abriu minha mente para a importância da educação, da pesquisa e da prática profissional, sendo um divisor de águas na forma como passei a entender o mundo”.

O docente cita Paulo Freire, que sempre defendeu a formação de cidadãos críticos, e não apenas trabalhadores treinados para executar tarefas rotineiras. “Esse pensamento inspira meu trabalho em sala de aula”, ressaltou o docente.

               

Autonomia, renda e novas oportunidades - No campo profissional, o domínio da informática básica tem ampliado as perspectivas das mulheres, permitindo o acesso a vagas de emprego e novas formas de geração de renda, como o trabalho remoto, o comércio eletrônico e os cursos de qualificação a distância (EAD). Além disso, o uso das redes digitais fortalece laços sociais, estimula o compartilhamento de experiências e aumenta a autoconfiança das alunas.

A coordenadora adjunta do Programa Mulheres Mil no Campus Rio Branco, Ana Vidal, destaca o impacto positivo da disciplina na comunidade. “A disciplina tem sido essencial para o empoderamento das alunas do curso MEI e da comunidade local. Ao reunir mulheres de diferentes idades, promove aprendizado, troca de experiências e autonomia. Muitas descobrem novas formas de divulgar seus produtos e serviços e se inserir no mundo digital”, disse Ana Vidal.

Ela ressalta ainda a importância das parcerias locais para o sucesso da iniciativa. “O apoio da gestão da Escola Frei Heitor, que disponibilizou o laboratório de informática, e a experiência do professor Valdenir foram fundamentais para o aprendizado das alunas”, completou.

(Com informações e fotos da coordenação adjunta do Programa Mulheres Mil/Campus Rio Branco)

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