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EQUIDADE DE GÊNERO
Ifac promove ações integradas de enfrentamento à violência contra a mulher
Durante o mês de março, o Instituto Federal do Acre (Ifac) realizou uma série de ações educativas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher em todas as unidades. As atividades envolveram estudantes, servidores e a comunidade externa, com o objetivo de promover conscientização, fortalecer a rede de proteção e incentivar a construção de uma cultura baseada no respeito, na equidade e na cidadania.
Nesse contexto, o reitor do Ifac, Fábio Storch, reforça que o enfrentamento à violência de gênero exige posicionamento ativo das instituições públicas. “A violência contra a mulher não é apenas um dado estatístico. É uma ferida social que precisa ser enfrentada com coragem, responsabilidade e ação. Precisamos, como instituição pública, ser escudo para que nenhuma mulher se sinta desamparada, transformando leis e normativas em proteção real e acolhimento”, destacou, ao enfatizar o papel do Ifac na promoção do respeito, da igualdade e da conscientização.
As iniciativas estão alinhadas ao Pacto Nacional contra o Feminicídio e reforçam o papel da educação como instrumento fundamental na prevenção de violências de gênero.
As ações foram desenvolvidas de forma articulada nos campi Baixada do Sol, Rio Branco, Sena Madureira, Xapuri, Tarauacá e Cruzeiro do Sul, culminando em um momento de encerramento realizado na Reitoria.
No Campus Baixada do Sol, por exemplo, a programação contou com atividades dinâmicas, palestras e oficinas. Entre os destaques, esteve a ação “Mito ou Verdade: Desconstruindo a Violência contra a Mulher”, seguida da palestra “Cuidar, Proteger e Informar”, ministrada por profissionais do Tribunal de Justiça do Acre. Também foram realizadas oficinas de defesa pessoal para mulheres e palestras voltadas ao público masculino sobre respeito, limites e consequências.

No Campus Rio Branco, estudantes participaram da palestra “O silêncio mata”, promovida em parceria com o Núcleo de Assistência Estudantil e a Secretaria de Estado da Mulher. O encontro abordou a importância da denúncia, os mecanismos legais de proteção, como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, e destacou a violência psicológica como uma das formas mais silenciosas e recorrentes. Também foram apresentadas informações sobre a rede de atendimento disponível no estado.

Nos campi Sena Madureira, Tarauacá e Cruzeiro do Sul, as ações seguiram a mesma perspectiva educativa, com rodas de conversa, palestras e momentos de escuta voltados à prevenção da violência de gênero e ao fortalecimento da autonomia feminina, com reforço ao acesso à informação como ferramenta de proteção.
No Campus Xapuri, as atividades vêm sendo desenvolvidas desde o ano anterior, com foco no fortalecimento da comunidade acadêmica. A unidade já promoveu debates com profissionais da segurança pública, ações durante a Feira de Ciências e uma programação especial no Dia Internacional da Mulher, com rodas de conversa, acolhimento e orientação sobre saúde, prevenção e direitos. Um dos destaques foi a inclusão de uma mesa composta por homens, ampliando o diálogo sobre responsabilidade coletiva no enfrentamento à violência.

O encerramento das ações ocorreu na Reitoria do Ifac, com a realização de uma palestra conduzida pela Patrulha Maria da Penha do Estado do Acre. Participaram da atividade o 3º sargento Antônia Marrone, a cabo Mirlane Santos e o soldado Paiva, que apresentaram dados sobre o ciclo da violência, formas de identificação, canais de denúncia e estratégias de enfrentamento. A palestra também abordou a importância da igualdade de gênero e do engajamento social, dos homens, inclusive, no combate à violência contra a mulher.

Durante o evento, o reitor em exercício, Ubiracy Dantas, destacou a gravidade do cenário. Para ele, "a violência contra a mulher deve ser tratada como uma questão urgente de saúde pública, uma verdadeira epidemia, a ser enfrentada com políticas institucionais e diálogo permanente com a sociedade".

As ações realizadas ao longo do mês ganham ainda mais relevância neste 13 de abril, data instituída como o Dia de Combate ao Feminicídio no Acre. A data foi criada pela Lei nº 4.791, de 1º de abril de 2026, em memória da servidora pública Sara Araújo de Lima, assassinada em 2020, em Rio Branco. O objetivo é ampliar o debate sobre iniciativas de prevenção e conscientização em todo o estado.