Notícias

EXTENSÃO

Programa Mulheres Mil dialoga com Movimento de Mulheres Camponesas da Baixa Verde

publicado: 05/02/2026 17h45, última modificação: 05/02/2026 17h45
Equipe da Pró-reitoria de Extensão (Proex) que desenvolve o Programa Mulheres Mil no âmbito do Ifac apresentou cursos e discutiu possibilidades de pactuação com lideranças comunitárias da zona rural
Mulheres Mil_Baixa Verde_capa (1).jpg

A equipe do programa Mulheres Mil, formada pela coordenadora adjunta do campus Rio Branco, Ana Vidal, e pela coordenadora adjunta pedagógica, Arielly Ribeiro, participou, no sábado (3.01), de uma reunião com as lideranças do Movimento de Mulheres Camponesas do Assentamento Baixa Verde, localizado no Km 28 da BR-364.

O encontro teve como objetivo apresentar o programa, esclarecer dúvidas e dialogar sobre a viabilidade de oferta de cursos voltados à realidade da comunidade rural, com foco no fortalecimento da autonomia e da geração de renda das mulheres. A reunião é resultado de uma visita realizada pela presidente do movimento, Maria da Glória Calixto Rege, conhecida na comunidade como Dona Glória, à coordenadora geral da equipe sistêmica do programa Mulheres Mil, Silvânia de Souza, na última quinta-feira (29.01), na Reitoria do Instituto Federal do Acre (Ifac).

Mulheres Mil_Baixa Verde_(2).jpg  Mulheres Mil_Baixa Verde_(7).JPG

Durante a visita, foram discutidas as possibilidades de expansão do programa para comunidades rurais, considerando a demanda apresentada pelo movimento e o interesse das mulheres camponesas da Baixa Verde. Os ciursos do Programa Mulehres Mil é ofertado pelo Instituto Federal do Acre (Ifac), através da Pró-reitoria de Extensão (Proex), abrem caminhos para novos negócios e maior independência das participantes.

A coordenação do Movimento de Mulheres Camponesas ofereceu um café da manhã regional à equipe do Programa Mulheres Mil e recebeu um kit com camisa e sacola do programa.

Mulheres Mil_Baixa Verde_(4).JPG

Apresentação do programa e dos cursos ofertados - Durante o encontro, a equipe apresentou o Programa Mulheres Mil, as opções de cursos disponíveis e os editais já abertos referentes ao 2º bloco do 4º ciclo do programa. Também foi explicado que uma futura pactuação depende do diálogo com a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), atualmente sob a gestão da vice-governadora Mailza Assis.

A reunião foi marcada pelo interesse e pela participação ativa das lideranças e integrantes do movimento, que destacaram a importância da presença da equipe do Ifac no assentamento. A coordenadora local do movimento, Dona Glória, relatou como surgiu a iniciativa de buscar o programa para a comunidade. Segundo ela, o interesse começou após ouvir um anúncio feito por uma coordenadora externa do programa durante uma visita ao Polo Agroflorestal Benfica.

Mulheres Mil_Baixa Verde_(8).JPG  Mulheres Mil_Baixa Verde_(9).JPG

“Quando ouvi o anúncio, pensei que seria interessante se isso pudesse ser aplicado à minha comunidade, que também é uma área rural. Perguntei sobre a possibilidade e fui informada que sim. Depois, fui ao Ifac conversar com a coordenação geral, que confirmou a possibilidade, embora já houvesse cursos em andamento”, explicou.

Dona Glória ressaltou ainda a importância do trabalho em rede. “Uma pessoa sozinha não consegue fazer muita coisa, mas quando há uma rede, o alcance é maior. Não queremos os cursos para benefício próprio, mas para o bem da comunidade, principalmente das mulheres”, afirmou.

Cursos oferecem oportunidade de renda - Durante a reunião, a produtora rural Alcíria Estevam Uchoa, moradora da Baixa Verde, destacou que o interesse pelo Mulheres Mil surgiu a partir da atuação no Movimento de Mulheres Camponesas.

Segundo ela, o curso representa uma oportunidade de estimular a criatividade feminina e possibilitar a geração de renda própria, sem a dependência exclusiva de um emprego formal. “O objetivo é contribuir para o sustento da família e para o bem-estar doméstico, sem depender apenas dos maridos”, ressaltou.

Alcíria Uchoa também destacou o impacto positivo do programa para os jovens da região. “Vemos o curso como uma alternativa para oferecer oportunidades de desenvolvimento pessoal, afastando-os de comportamentos prejudiciais e incentivando a interação social e o engajamento em atividades produtivas”, completou.

Ampliação do acesso à formação profissional - Para a coordenadora adjunta do campus Rio Branco, Ana Vidal, o encontro foi fundamental por evidenciar o interesse direto das mulheres do movimento em participar do programa. “A apresentação do programa Mulheres Mil para o Movimento de Mulheres Camponesas representa a ampliação do acesso à formação e à certificação profissional, reconhecendo os saberes produtivos já existentes e abrindo portas para o mercado de trabalho”, destacou a coordenadora.

Mulheres Mil_Baixa Verde_(3).JPG

A coordenadora geral da equipe Sistêmica, Silvania Souza, disse que a reunião reforça o compromisso do Ifac com a inclusão social. “A presença do Ifac na reunião  valoriza os saberes locais e o fortalecimento das mulheres em comunidades rurais por meio da educação profissional e tecnológica”.

(Fotos de Devanir Nascimento de Araújo - Programa Mulheres Mil)