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IFAC esclarece notícias sobre o Índice Geral de Cursos – IGC, divulgado pelo MEC

publicado: 22/12/2015 10h37, última modificação: 10/06/2026 15h23
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- Foto: Emerson Antonio Saraiva Albuquerque

A Pró-reitoria de Ensino do Instituto Federal do Acre – PROEN/IFAC, tendo em vista notícias veiculadas nos meios de comunicação, esclarece que o Índice Geral de Cursos – IGC é um dos indicadores de qualidade utilizados pelo MEC para avaliar os cursos superiores no país. É construído a partir da média ponderada dos Conceitos Preliminares de Cursos – CPC que, por sua vez, é composto pelos resultados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes - ENADE e dados do Censo da Educação Superior - CENSUP.

O ENADE é uma prova realizada pelos alunos, que contempla questões objetivas e subjetivas sobre diversas disciplinas do curso, além de exigir o preenchimento de um formulário onde a instituição formadora é avaliada, entre outros critérios, por sua infraestrutura, organização, metodologias de aprendizagem, relação professor/aluno e ensino que vivenciaram. Já o CENSUP coleta informações sobre o corpo docente da Instituição: regime de trabalho, formação e titulação.

Anualmente, as Instituições que ofertam cursos superiores têm seus respectivos IGC’s publicados pelo INEP, considerando avaliação recebida nos três anos anteriores, sendo as notas classificadas de 1 a 5.

Em 2014 foi divulgado o IGC referente a triênio 2011-2013. No caso do IFAC apenas um de nossos cursos, o Curso Superior Tecnológico em Gestão Ambiental - CST, em Xapuri foi avaliado pelo ENADE e obteve conceito 2. Apenas este curso forneceu dados para o cálculo do IGC recebido pelo IFAC em 2014, logo, o conceito recebido pela Instituição foi o mesmo dado ao curso.

Agora, em dezembro de 2015, foi divulgado o IGC referente ao triênio 2012-2014. Neste caso, além do curso avaliado em 2013, tivemos mais 3 cursos participantes do ENADE: Licenciatura em Matemática (Cruzeiro do Sul), Licenciatura em Física (Sena Madureira) e Licenciatura em Química (Xapuri). Destes, um curso obteve nota 3, porém dois obtiveram nota 2 no ENADE. Como o IGC é uma média, mais uma vez o IFAC tem IGC 2.

No entanto, embora o IGC seja um dos principais indicadores considerados para aferir a qualidade da Educação Superior no país, este não deve ser interpretado de maneira isolada; para uma interpretação assertiva, é necessária a observância dos elementos que o compõem, o histórico de sua construção, bem como das demais dimensões que contribuem para uma formação de qualidade no âmbito da Educação Superior.

A exemplo, somente a partir de fevereiro de 2015 o IFAC vivenciou os primeiros processos de reconhecimento dos seus cursos superiores. Estes processos contemplaram visitas in loco de comissões avaliadoras designadas pelo MEC para apresentação de documentos, verificação de infraestrutura e diálogo com coordenadores, corpo docente, discente, instâncias de gestão e órgãos colegiados.

No total, 7 cursos receberam comissões avaliadoras e destes, apenas um recebeu conceito 2. Os outros 6 cursos receberam conceito entre 3 e 4, com destaque especial para os cursos CST em Logística (Rio Branco) e CST em Gestão Ambiental (Xapuri) que já tiveram suas portarias de reconhecimento publicadas no Diário Oficial da União com notas 4 e 3, respectivamente.

A PROEN ressalta, ainda, que o CST em Gestão Ambiental, cuja avaliação anterior originou o IGC 2 do IFAC em 2014 foi em 2015 oficialmente reconhecido com nota 3, o que evidencia não apenas a evolução de indicadores, mas a importância de observar também o contexto a que eles se referem, de forma que estes – de fato – venham a refletir a realidade dos elementos que se propõem a aferir.

Portanto, a construção de um ensino de qualidade é o maior desafio de uma instituição de ensino. Desde maio de 2014 a atual gestão do IFAC tem trabalhado intensamente na regulamentação do ensino e no fortalecimento do pensamento coletivo, organizando os órgãos colegiados como Colegiados de Cursos e Núcleos Docentes Estruturantes.

Esses órgãos tem a complexa tarefa de administrar o funcionamento do curso e pensar o currículo, que é a essência da formação e o objetivo final de todo o trabalho desenvolvido para alcançarmos a tão almejada qualidade na Educação Superior. E nisto, o IFAC não tem medido esforços em suas ações de regulamentação, organização e planejamento para a construção de uma gestão democrática e de uma Política de Ensino Superior capaz de estruturar e conduzir a formação dos estudantes com compromisso, solidez e transparência.