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Marina defende agenda sustentável para o desenvolvimento econômico e social

publicado: 02/12/2015 00h00, última modificação: 11/06/2026 13h43
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“Devemos buscar um modelo de crescimento que atenda a nossa geração sem comprometer as gerações futuras.” A frase é de Marina Silva, para um público atento de estudantes e professores na manhã desta quarta-feira, 02, na programação do X Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação (CONNEPI).

Chama a atenção a serenidade com que Marina aborda o discurso de uma agenda ”verde”, com propriedade e conhecimento de vida de uma ex-seringueira que só foi alfabetizada aos 16 anos e chegou ao posto de Senadora da República, Ministra do Meio Ambiente, tendo disputado por duas vezes a eleição Presidencial.

Um dos principais expoentes sociais e políticos da atualidade, Marina é defensora de uma agenda com foco no desenvolvimento sustentável. “Quando me perguntam como me classifico, hoje, de forma muita clara, posso dizer que sou Sustentabilista Progressista”, comentou.

A ex-senadora destacou que é necessário que as grandes nações tomem decisões, e coloquem em prática ações concretas para conter os impactos da degradação da biodiversidade e das mudanças climáticas. Para ela, o Brasil avançou muito na questão ambiental, sobretudo no processo de combate ao desmatamento. Porém, ainda é pouco.

 “Hoje, depois de mais de 20 anos, olhamos para as discussões da ECO 92 e, infelizmente, temos a triste constatação que muito pouco foi feito. É superficial acreditar que a discussão da sustentabilidade é apenas do verde pelo verde, da ecologia. Devemos repensar a nossa maneira de ser, de produzir e de consumir. Chegou a hora de ser grande pela decisão, e não pela própria natureza”, destacou ela, parafraseando trecho do Hino Nacional.

 Para Marina, a sociedade enfrenta uma grave crise de valores, fator que tem dificultado a superação dos obstáculos para o crescimento econômico e social: “A crise de valores é a base das demais crises – da econômica, da ambiental e da social. É a falência de um modelo”.

 Por Makfferismar Santos

Publicado originalmente no site do CONNEPI