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Alunos do MPET discutem as Tecnologias da Informação e Comunicação no ensino
A utilização de Tecnologias de Informação e Comunicação no ensino é o tema de mais um módulo do Mestrado Profissional em Ensino Tecnológico (MPET) ofertado para docentes e técnicos do Instituto Federal do Acre (IFAC), através de Acordo de Cooperação com o Instituto Federal do Amazonas (IFAM). A disciplina é ministrada pela professora Andrea Mendonça do IFAM e teve início na segunda-feira, 11, no Campus Rio Branco.
A professora Andrea explica que o objetivo da disciplina é dar condições para que os alunos/professores planejem o ensino fazendo uso de tecnologia de uma maneira inovadora e criativa. “Mas não é a tecnologia como a gente comumente ouve, pensar em tecnologia para projetar um slide, para demonstrar uma simulação. A ideia é discutir quais são as experiências no mundo com tecnologia de tal maneira que eles possam perceber que ela pode ser utilizada para inovação e para criatividade”, afirma.
Segundo a docente, além da parte teórica ao longo da disciplina os mestrandos aprenderão na prática como construir uma página pessoal para disponibilizar recursos de ensino para os alunos, como utilizar o pacote de computação nas nuvens, e também vão aprender a programar pequenos programas para simular, por exemplo, conteúdos de matemática, física e demonstrar fenômenos químicos.
Andrea explica que a tecnologia utilizada tradicionalmente em sala de aula não possibilita a participação efetiva do aluno, servindo apenas para que o professor comunique o conteúdo. A disciplina propõe que os alunos estejam mais inseridos nesse processo. “Em geral quando as pessoas falam de tecnologia elas pensam em usar uma planilha do Excel, um Power Point, um blog. Todas essas tecnologias, embora sejam úteis, são muito mais para comunicar o conteúdo. E se a gente for ver isso não muda muito o que ocorre no ambiente tradicional de sala de aula. A gente usa o slide e continua dando aula falando. A nossa proposta é que o professor consiga ver outras oportunidades de usar a tecnologia para que os alunos estejam mais em ação e construindo.”
Experiências – O professor de Música do Campus Sena Madureira, Jânio Carlos Teixeira já utiliza algumas tecnologias com seus alunos como aplicativos de celular que auxiliam na educação musical. Para o docente, é necessário utilizar os recursos disponíveis na tecnologia para inovar o ensino.
“Essa disciplina, de uma certa forma, eu estou me encontrando com ela porque eu trabalho com tecnologias de informação e comunicação em sala de aula, é uma maneira de a gente inovar o ensino mesmo que de forma esporádica porque a gente tem que contar com outros recursos”, compartilha. “Não tem como o professor de hoje em dia esquecer que ao seu redor existe todo um aparato de coisas tecnológicas que podem ser utilizados em sala de aula. E é o que eu procuro trabalhar com os alunos”, destaca Jânio.
O docente fala também sobre a satisfação de estar no MPET. “O mestrado é uma forma de a gente rever conceitos, aprender novos direcionamentos para melhorar nossa prática em sala de aula e cumprir com o objetivo de ofertar um ensino da melhor qualidade para os alunos do nosso Instituto e quem ganha com isso é a comunidade. Esse é o legado que esse mestrado vai deixar para mim”, afirma o professor Jânio.
Pós-Graduação – O MPET teve início com a aula inaugural realizada no dia 15 de fevereiro de 2016. O mestrado tem como foco investir na formação de profissionais da educação, em especial docentes, que possuam interesse no desenvolvimento de pesquisas no ensino técnico e tecnológico capazes de gerar processos e produtos para o ensino e a aprendizagem, tanto na educação profissional quanto na perspectiva de uma educação que prepara para as demandas do mundo do trabalho, independentemente de estar direcionada ao exercício de uma profissão.
Este é o segundo mestrado que o IFAC oferece para docentes e técnicos administrativos, através de Acordo de Cooperação, a exemplo do que já acontece com o Mestrado Profissional em Gestão de Áreas Protegidas da Amazônia (MPGAP/Acre 2015), oferecido através de parceria com Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e parceiros. As duas turmas estão sendo oferecidas, pela primeira vez, fora da sede, tanto do INPA quanto do IFAM.