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Treinadores dão a voz nas partidas do Jifac

publicado: 06/07/2017 13h48, última modificação: 05/01/2026 13h57
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No ambiente esportivo, a voz e o barulho da torcida motivam os atletas a jogarem e dar o seu melhor em quadra. Nesses dias de JIFAC, outro som, vindo do banco de reservas tem se destacado na algazarra do Ginásio Poliesportivo Juliana de Souza Dantas: o grito dos treinadores.

Nas partidas mais disputadas, como nos dois jogos de futsal da manhã dessa quinta-feira (06.07), são notáveis a gesticulação e os comandos que os técnicos das equipes tentam passar aos jogadores. Pouco se ouve deles, quando a partida está bem encaminhada, como foi o resultado no handebol masculino.

Na primeira partida do dia, o resultado apertado de 2 a 1 para o time de Tarauacá contra o campus Xapuri, gritos, comandos e gestos não faltaram dos treinadores Antônio Louzardo de Souza, técnico de futsal e futebol de campo de Xapuri e de José Gaudêncio Neto, técnico da equipe de Tarauacá.

Antônio Louzardo divide a tarefa de treinador com o dia-a-dia de colega entre os atletas. Ele é aluno do segundo período do curso de Tecnologia em Agroecologia do campus Xapuri. Como sempre esteve envolvido na prática de futebol, disse que o convite surgiu naturalmente, e tem recebido bastante apoio no campus, segundo Louzardo, essa proximidade não atrapalha os treinos. “Apesar de sermos colegas, dentro de quadra ou quando jogamos fora de Xapuri, eles me respeitam, me tratam como professor”, afirmou. “Eu gosto de deixá-los à vontade, peço para me chamar pelo meu nome, para que eles se sintam confortáveis com a situação, e possam render bem. Fora de quadra, somos colegas”, completou Louzardo.

O técnico Neto Gaudêncio é formado em educação física, e tem colaborado com o campus Taraucá desde 2015, quando o professor da disciplina teve que se ausentar das funções, e esse tempo foi o suficiente para conhecer e se envolver com os atletas. “Esses alunos são guerreiros, porque o campus ainda não possui quadra, então eles treinam no Ginásio Coberto e nas quadras das escolas, mas todas são pagas, então eles fazem uma cota entre eles, usam o próprio dinheiro, para custear o treinamento. Eles são bastantes aplicados, e o que eu admiro nesse grupo é a união desses alunos”, disse Neto.

E quanto os gritos na hora de passar instruções é algo quase natural, em parte por causa do barulho no ginásio, mas também pela tensão que uma partida equilibrada proporciona, mas os treinadores afirmam que faz parte do trabalho e que os atletas compreendem a situação. “Gosto de falar bastante durante os jogos, e eles atendem tudo que pedimos para fazer durante a partida”, afirmou Neto Gaudêncio. “E quando a voz começa a sumir, eu passo as orientações para o capitão, que repassa para o restante do time”, completou.