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Dia do Professor: Primeiros docentes do Ifac falam sobre a profissão

publicado: 13/10/2017 10h27, última modificação: 15/01/2026 17h36
Profissionais tomaram posse no ano de 2010 para atuarem nos campi Cruzeiro do Sul, Rio Branco, Sena Madureira e Xapuri
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- Foto: Manassés de Oliveira Carvalho

Para comemorar o Dia do Professor, o Instituto Federal do Acre (Ifac) voltou ao ano de 2010 e ouviu alguns dos primeiros docentes a ingressarem na instituição. Na época, 68 professores foram nomeados para dar início às atividades educacionais no Ifac. Os primeiros nomeados, foram direcionados aos campi Cruzeiro do Sul, Rio Branco, Sena Madureira e Xapuri.

Com o passar dos anos e a estruturação do Ifac no Estado, o número de docentes aumentou. Atualmente, cerca de 350 professores são responsáveis por levar conhecimento, diretamente, a mais de quatro mil estudantes. Os relatos que ouvimos são diversos, mas todos têm uma única convicção: ser docente é trabalhar com a esperança de um futuro melhor.

Conheça alguns dos primeiros professores do Ifac:

Cleyton Assis Loureiro de Souza é docente de Física, do campus Rio Branco, e coordenador do projeto de extensão “Planetário Móvel do Ifac”. Além disso, é mestre em Ciência, Inovação e Tecnologia pela Universidade Federal do Acre. Para ele, ser professor é “não perder a esperança, ter garra e trabalhar com unhas e dentes”.

“Docente é quem forma um bom médico, um bom político, um bom enfermeiro, um bom professor. As profissões são formadas pelos professores e se as pessoas não forem bem formadas, nós não teremos futuro. Não deixaria nunca de ser professor, pois quando começo algo vou até o fim. Além disso, acredito no que eu faço, acredito e confio no que faço, tenho esperança de que esse trabalho, que é desenvolvido hoje, possa melhorar a cabeça dos nossos jovens para o futuro. Não deixaria nunca de ser professor. Ser docente é muito bom, pois todos os semestres, conhecemos pessoas diferentes, cada turma tem uma diferença, apesar dos problemas caminharem para a mesma definição, o tempo faz com que haja essa mudança. E isso é bom. O trabalho do professor é algo que precisa ser sempre inovador. O professor é obrigado a inovar e procurar soluções para os entraves. Estou desde 1997 na docência, e no Ifac me sinto mais livre para trabalhar, pois ao invés de estar só em sala de aula, preso a conteúdos, no Ifac temos mais liberdade para atuar e desenvolver a docência”.

Edilene da Silva Correia é professora de Direito no campus Cruzeiro do Sul e especialista em Gestão da Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Para ela, a docência é algo transformador.

“Sou professora desde 2010. Faço parte da primeira turma que ingressou no Ifac, e para mim a docência é algo transformador, mas não algo transformador somente para os alunos. É algo transformador, especificamente, para cada um de nós que entra em sala de aula e se propõe a interferir positivamente na vida dos alunos. Tenho certeza absoluta que todos nós professores somos, para nossos alunos, referências de ser humano, de cidadão. Me sinto muito orgulhosa quando vejo meus alunos exaltarem a minha disciplina dizendo que gostariam de estudar Direito desde o Ensino Fundamental. Fico muito feliz em ter a oportunidade de interferir na vida de meus alunos, de seus familiares e da comunidade de maneira positiva, construtiva. Tenho certeza que o Ifac forma cidadão, não forma somente alunos e profissionais. Fico muito honrada, pois cabe a mim levar a eles (alunos) um pouco de cidadania, um pouco de direito, de conhecimento de legislação, e também chamar a eles para essa responsabilização que é coletiva. Apesar de certos problemas sociais que vivemos, é preciso orientar condutas e apontar caminhos e soluções, de modo que a cada dia de aula, cada dia de trabalho torna-se um dia diferente, um dia especial. Entendo que no Ifac há muito o que se melhorar, mas também muito mais a se ofertar. Sou feliz na profissão de professora e estou muito feliz nesta condição. Me sinto uma protagonista capaz de transformar a vida de meus alunos”.

 

José Márcio Malveira da Silva é professor de Agronomia do campus Xapuri e também doutor em Tecnologia de Sementes pela Universidade Federal de Lavras. Para ele, ser professor sempre foi sua opção, pois sempre teve vontade de ensinar o próximo.

“Ser professor sempre foi minha opção, pois sem sempre tive a vontade de ensinar, transmitir conhecimento. Gosto da minha profissão, exerço ela com muita competência e procuro fazer o máximo para tentar cobrir todas as deficiências. O professor, muitas vezes é para o aluno uma figura muito importante. O aluno se espelha no professor. Recentemente, uma turma do curso de Agroecologia me homenageou durante cerimônia. Isso é muito gratificante. Sou muito grato a isso, pois significa que o aluno reconhece o trabalho do docente, da sua vida profissional, pois fora da escola, quando este aluno deixar a instituição, ele irá repassar o conhecimento que foi transmitido por nós.

Naje Clecio Nunes da Silva: Docente de Matemática do campus Sena Madureira, também é doutor em Estatística e Experimentação Agropecuária pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Para ele, “ensinar é um dom que Deus dá para cada um de nós”.

“Esse dom eu desenvolvi desde o meu Ensino Médio. Com 22 anos comecei a lecionar na Ufac, entre o período de 1999 a 2007, e juntamente trabalhei na Uninorte. Em 2008 fiz meu mestrado e após o mestrado em 2010 tomei posse no Ifac. Minha mensagem para este Dia do Professor é de que cada docente possa fazer o seu melhor na profissão, com amor, pois o dom que Deus nos deu, que é ensinar, precisamos exercitar da melhor forma possível”.

Suelen Ferreira Teles é professora de Psicologia do campus Cruzeiro do Sul e especialista em Gestão de Políticas Públicas. Para ela, a docência no Ifac foi uma descoberta.

“Como docente, já tinha uma experiência de docência em pós-graduação e quando entrei no Ifac, vinha de um mundo totalmente diferente. Na época, eu ainda clinicava, trabalhava com o psicologia social, mas entrar na docência me fez me sentir mais próxima das pessoas, me fez me sentir mais humana, mais útil, pois com a psicologia pude estar mais próxima, enxergar o aluno não apenas como estudante, mas como um ser humano que está todos os dias comigo. Para mim, a docência conseguiu unir a psicologia com a ciência de você poder não só ensinar, mas aprender diariamente. Acredito que ser professora é diariamente essa troca, em que eu tenho algum conhecimento, que muitas vezes é técnico, e os alunos me trazem outros conhecimentos que são de vida. A palavra que descreve a docência para mim é mágica. É um processo mágico. Sou apaixonada pela docência e os alunos me permitem isso. E não falo só de Ensino Superior ou Técnico. No Ensino Médio, temos um público totalmente diferente. Você trabalha com um aluno em construção, uma pessoa em crescimento de fato e saber que você pode ser referência para ele, isso é uma responsabilidade muito grande. A gente se cobra, não só pelo fato de passar o ensino da sua disciplina, mas pelo fato de poder passar ensino de vida”.