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Campus Rio Branco
Alternativas no ensino de ciências é tema de minicursos na III Semana da Biologia
Apresentando alternativas no ensino de ciências, a III Semana da Biologia do Instituto Federal do Acre (Ifac) ofereceu um total de oito minicursos, entre os quais pelo menos quatro deles abordaram este tema. O exercício da docência também foi discutido em minicursos e na mostra científica que teve a participação de bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid). O evento foi realizado no campus Rio Branco, no período de 11 a 15 de setembro.
O minicurso mediado pela bióloga Arielly Ribeiro e pela professora Maria Souza propôs a utilização de jogos didáticos no ensino de pessoas com deficiência. “O objetivo é mostrar para os futuros docentes que eles podem ter ferramentas alternativas para auxiliar no ensino-aprendizagem na sala de aula, principalmente quando eles se depararem com alunos com deficiência. Eles terão alternativas muito mais lúdicas e dinâmicas que podem contribuir com o processo de ensino. Tivemos a parte teórica, e agora os participantes estão construindo os jogos didáticos, tendo como base a característica de determinada deficiência”, explicou a bióloga.


Os participantes, em sua maioria acadêmicos do curso de licenciatura em Biologia do Ifac construíram um jogo da velha para ensinar os diferentes tecidos do corpo humano, o dominó ecológico, todo ilustrativo, abordando conteúdos de ecologia do ensino fundamental e o dominó da vida com conteúdos para alunos do ensino médio com síndrome de down. Os participantes também testaram suas habilidades artísticas fazendo as ilustrações dos jogos, os quais, deveriam ter elementos que se associariam, como no dominó da vida onde a fórmula química H2O se encaixa com o conceito de água, e um osso com o elemento químico Cálcio.
Outro minicurso que instigou a criatividade dos participantes foi o que abordou o ensino de botânica com uso de jogos didáticos. Segundo a professora Livia Santos, que ministrou a atividade com a professora Danielly Nóbrega, já existem pesquisas comprovando o êxito de metodologias alternativas no ensino. “É possível ensinar utilizando recursos didáticos alternativos, ensinar brincando, trabalhando com outro tipo de metodologia, não apenas aquela tradicional, onde o professor escreve na lousa e vai passando aquele conteúdo pronto e acabado. É possível o aluno aprender brincando”, argumentou.
Os participantes do minicurso ficaram entusiasmados com o momento da criação dos jogos, como observou a professora Lívia. “Ontem apresentamos para eles alguns recursos didáticos para mostrar como é possível ensinar a partir de atividade lúdica, de jogos como quebra-cabeça e palavras cruzadas. Hoje teremos o produto. Os alunos estão bem animados, já tiveram as ideias de jogos, e estão ansiosos por colocar na prática o que eles aprenderam”, contou.
Ao final do minicurso, diferentes jogos de tabuleiro com perguntas sobre botânica foram apresentados. Em Visita ao Parque Zoobotânico, os jogadores devem responder questões como “para que serve a flor nas angiospermas?”. A Tábula das briófitas pergunta qual o órgão que produz os gametas masculinos nesses organismos. O Desafio da Árvore, além do tabuleiro inclui a possibilidade de ganhar prêmios.
Ainda na programação da semana, mais dois minicursos abordaram a didática no ensino de ciências: Educação ambiental e resíduos sólidos, onde os estudantes puderam reaproveitar materiais para a construção de jogos educativos e o minicurso de Construção de modelos didáticos em Biologia, mediado pela equipe do Espaço Ifac de Ciências, coordenado pelo professor Ricardo Pereira. Nesse minicurso, os participantes reproduziram modelos como a membrana plasmática.
A programação da III Semana da Biologia contou ainda com a Mostra Científica, com atividades como a “Microscopia ao vivo”, coordenada pelo professor André Moura. O acadêmico do 3º período de licenciatura em Biologia, Paulo Capistrano participou da atividade com os demais bolsistas do Pibid. “Nós tivemos esse trabalho de mostrar os parasitas, protozoários, célula da mucosa bucal e vegetal e explicar para as pessoas a importância de cada um desses organismos e elementos das células. Meu grupo ficou responsável por reproduzir um meio de cultura de protozoário. Deixamos a alface por cinco dias na água e assim tivemos resultado e pudemos ver protozoários ciliados. Muitas pessoas passaram por aqui e puderam visualizar no microscópio de uma forma detalhada”, explicou o estudante.
Para o estudante que participa do programa pelo segundo semestre consecutivo, “O Pibid é de suma importância principalmente para nós, como acadêmicos de licenciatura, porque possibilita a gente vivenciar na prática com os professores a sala de aula, produzir materiais para aula, materiais didáticos, jogos”, compartilhou.

