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Alunos do Ifac falam sobre experiências durante intercâmbio em Portugal
Após vivenciarem a rotina de estudos e conhecerem um pouco mais sobre a cultural portuguesa, os estudantes do Instituto Federal do Acre (Ifac), selecionados para participarem da edição 2017 do Programa Ifac-Portugal, se reuniram com a reitoria Rosana Cavalcante dos Santos para falarem um pouco mais da experiência internacional. O encontro aconteceu na sede da Reitoria, no último dia 05 de setembro, com a presença do diretor de Relações Internacionais da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), Luiz Eduardo Guedes.
Por cinco meses, os intercambistas dos campi Rio Branco, Sena Madureira e Xapuri estudaram no Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), na cidade de Castelo Branco. Esta é a segunda vez que estudantes do Ifac são enviados para Portugal por meio do projeto de mobilidade internacional desenvolvido no Ifac pela Pró Reitoria de Extensão (Proex). O Programa Ifac-Portugal, que é resultado de um acorde de cooperação entre o Instituto e o IPCB, foi assinado em junho de 2013 e tem vigência de cinco anos.
Durante o encontro realizado na Reitoria, os alunos descreveram a rotina de estudos, como também destacaram os pontos positivos e negativos vivenciados ao longo dos meses de intercâmbio. Entre uma fala e outra foi possível perceber que todos sentiram a diferença cultural, além de tarem trazido de volta para o Brasil uma bagagem de conhecimento muito maior.
Aluno do curso de Tecnologia em Sistemas para Internet, do campus Rio Branco, Bruno Moreira contou que apesar da viagem ser bastante proveitosa e educativa, descobriu que seu lugar é o Brasil, perto da família e amigos. Segundo ele, foram poucas as dificuldades com o idioma. O contato com os professores também teve resultado. O jovem conta que alguns professores entendiam sua condição de estrangeiro e acabavam se dedicavam mais a ele.
“O mais importante foi o conhecimento que trouxe da viagem. O conselho que dou aos meus amigos é que estudem e se dediquem mais, pois também poderão participar desta experiência através dos estudos. Eles (amigos) me perguntam mais e querem saber o conteúdo que eu aprendi lá. Este conhecimento que vi durante o intercâmbio acaba não sendo só para mim, pois tenho passado isso para os outros colegas. O Programa Ifac-Portugal é importante, pois muda a vida de muitas pessoas”, concluiu Bruno.
Kimberly Lima, que também aluna da Sistemas para a Internet, descobriu que nasceu para viajar e estudar fora do Brasil. Para a estudante, apesar dos professores serem mais severos em Portugal quanto a cobrança de conteúdo, ela não se intimidou. De acordo com a jovem, “caso os professores do Brasil fossem mais rígidos com os alunos, talvez estes se esforçariam mais”, comentou.
A reitora Rosana Cavalcante, parabenizou os alunos e reforçou que eles continuem transmitindo os conhecimentos e experiências vividas aos colegas e professores da instituição. “O que tenho visto em todas as turmas que voltam do intercâmbio é um amadurecimento, tanto intelectual quanto de vida. Cada um tem um posicionamento diferente e formas distintas de ver uma mesma situação. Fico muito feliz com todos os relatos e experiências que os alunos compartilharam”.
A reitora ainda reforçou a importância dos intercambistas continuarem participando dos projetos de extensão desenvolvidos pelo Ifac, em conjunto com professores, a fim de fomentar o ensino e a cultura.
Segundo Luiz Eduardo, diretor de Relações Internacionais do Ifac, a ideia é promover um debate com os demais alunos do Ifac nos campi Rio Branco, Sena Madureira e Xapuri. “Nós pretendemos ter um espaço para falar sobre a internacionalização durante o Conc&T (Congresso de Ciência e Tecnologia de 2017) para que os alunos possam partilharem tudo o que aprenderam e viveram na viagem. A proposta é incentivar a construção de um espaço de comunicação entre os intercambistas e os que estão nos campi, a fim de promover mecanismos que ajudem o Ifac de forma geral”.

