Notícias
SEGURANÇA
Ifac e MEC debatem proteção, diálogo e prevenção à violência nas escolas
O Instituto Federal do Acre (Ifac) deu início ao planejamento das ações do Programa Nacional de Escola que Protege, com a presença da coordenadora-geral de Acompanhamento e Combate à Violência, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (Secadi/MEC), Thaís Dias Luz Borges. O encontro reuniu o reitor Fábio Storch, pró-reitores, diretores sistêmicos e diretores-gerais dos campi.
Durante o encontro, Thais Dias destacou a complexidade dos desafios enfrentados pelas instituições de ensino e reforçou que a escola não pode lidar sozinha com todas as demandas sociais que chegam ao espaço educacional. Segundo ela, diferentes tipos de violência exigem abordagens distintas e integradas.

“Quando a escola fala sobre violência, é preciso compreender de qual violência estamos tratando. Não é possível lidar da mesma forma com situações de bullying, racismo ou violência sexual. Cada situação demandou uma resposta específica e uma atuação conjunta entre diferentes instituições”, pontuou.
A coordenadora também chamou atenção para a constante reprodução de falas agressivas e intolerantes nas redes sociais, e para o quanto influenciam diretamente o comportamento e a formação dos estudantes.
“Vivemos em uma sociedade que naturaliza discursos violentos. Muitos jovens reproduzem falas de ódio sem perceber o impacto disso na convivência escolar e na própria formação humana. Precisamos discutir essas questões de forma séria e responsável”, afirmou.
Thais também reforçou a importância da atuação integrada entre educação, saúde, assistência social, segurança pública e demais órgãos para o enfrentamento das vulnerabilidades vividas por crianças e adolescentes.
Além disso, a equipe da Secadi/MEC estará nesta sexta-feira, 15, no Campus Rio Branco promovendo atividades voltadas ao diálogo, respeito e proteção no ambiente escolar.

Para o reitor do Ifac, Fábio Storch, essa parceria representa um passo importante na construção de estratégias permanentes de cuidado na instituição.
“A parceria com o MEC é muito importante devido a escuta, reflexão e construção coletiva. Sabemos que os desafios relacionados à violência nas escolas exigem responsabilidade compartilhada, diálogo e ações concretas. O Programa Escola que Protege chega para fortalecer esse compromisso com o cuidado, o respeito e a proteção da nossa comunidade acadêmica”, destacou o reitor.