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Campus Rio Branco
Neabi realiza Abril Indígena com extensa programação no Campus Rio Branco
Visita ao sítio arqueológico Jacó Sá
O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) do Ifac Campus Rio Branco realizou uma extensa programação para o Abril Indígena com o tema “Identidade, Resistência e Saberes Ancestrais”. Durante todo o mês, estudantes, servidores e comunidade participaram de diversas atividades e intervenções voltadas à valorização da cultura dos povos originários e ao fortalecimento da educação intercultural.
A programação incluiu vivências que unem teoria, arte e prática. Entre os destaques, foi realizada uma expedição ao Sítio da Comissão Pró-Índio e a sítios arqueológicos (geoglifos) para observar de perto a história e organização indígena.

A comunidade acadêmica também participou de oficinas de arte onde aprenderam sobre grafismos indígenas e prestigiaram apresentações de dança "Guerreiras da Ancestralidade".
Estudantes assistiram a filmes abordando a luta dos povos indígenas, como Xingu e Paraí. As sessões foram seguidas de debate sobre território, educação e resistência.
Os participantes do evento ainda acompanharam palestras abordando literatura contemporânea indígena, saberes tradicionais na matemática, geografia do Acre e os impactos da logística nos territórios indígenas.

Os estudantes que participaram das atividades do Abril Indígena puderam conhecer um pouco dos diferentes povos localizados no Acre.
Segundo a coordenadora do Neabi do Ifac Campus Rio Branco, Alcilene Alves, um dos objetivos do evento era apresentar a diversidade dos povos e desconstruir preconceitos.
“O Neabi promoveu atividades diversificadas e intensas, permitindo atingir nosso objetivo quanto a desconstrução de visões colonialistas e valorização da cultura e modo de vida das populações originárias, considerando sua estética na literatura, arte e simbologias. Com essa programação robusta, o Neabi reafirma seu papel na promoção de uma educação intercultural, combatendo o racismo estrutural e valorizando as epistemologias que formam a base da identidade amazônica. Para nós, as vozes dos povos originários estão no centro do debate, fundamental para a compreensão das diversas identidades com seus saberes ancestrais.”

Para Ana Sofia, do 2º ano A de Informática para Internet, a vivência com os povos indígenas foi inesquecível. Ela participou da visita ao Sítio de Formação da Comissão Pró-Índio do Acre.
“Acho que atividades como essa são muito interessantes e necessárias. Foi muito legal, inesquecível, fiquei com vontade de conhecer mais sobre os povos originários. Quando me peguei vivendo aquilo, tendo aquelas experiências, eu percebi que superou as minhas expectativas. Aprendemos sobre os povos originários e também falamos de nós. Nos divertimos muito, dançamos, fizemos pinturas. Algumas pessoas tem preconceito, então quando vi meus colegas interagindo, participando da vivência eu fiquei muito feliz.”
Outra estudante também avaliou a experiência positivamente. “A experiência foi muito legal, gostei da dança, tentei imitar os sons que eles fizeram. Fizemos pinturas corporal, fiquei uns oito dias com a pintura”, comentou.


Com informações e fotos do Neabi / Ifac Campus Rio Branco